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Morre o médico Dr. Ivan Claret / Nanuque

O médico Ivan Claret Marques Fonseca lutava contra um câncer há mais de três anos. Passou por tratamentos em Vitória, se submeteu há várias cirurgias, e, há quinze dias estava internado no Hospital Bom Samaritano, em Governador Valadares, onde não mais resistiu e faleceu nesta manhã de terça-feira, 12 de fevereiro de 2013. O corpo do Dr. Ivan Claret foi levado para Nanuque, está sendo velado na Câmara Municipal e será sepultado às 17h desta quarta-feira (13).

 

PERFIL – Dr. Ivan Claret Marques Fonseca

Ivan Claret Marques Fonseca nasceu em Santo Estevão/BA em 1938, residia em Nanuque desde 1965, trabalhando como médico traumatologista do Hospital Municipal. Curso de A.T.L.S. (Avançado Suporte à Vida no Trauma) dado pelo Colégio Americano de Cirurgiões. Era casado há 47 anos com a médica Leonídia Brito, tem três filhos: Any, Iná e Rommel, e dois netos. Por oito anos, foi Perito Médico da Justiça em Nanuque. Membro do Colégio Brasileiro de Cirurgias, do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores.

Foi homenageado pelo Lyons Clube de Nanuque, como membro honorário em 1975, pelo Rotary Clube de Nanuque, em 1995, pelas Lojas Maçônicas Grande Oriente do Brasil e Estrela do Mucuri, em 1995. Recebeu Título de Comendador da cidade, Título que só duas pessoas de Nanuque possuem.

Dr. Ivan Claret é autor de 104 livros, sendo a metade sobre Ecologia e os restantes sobre Medicina Preventiva, História e Filosofia. Publicou 308 folhetos com tiragem de 1.000 exemplares cada, dos quais mais da metade sobre Ecologia. Para ele, seus livros vão ser lidos somente daqui a uns 100 anos, quando a sociedade sentir na ‘pele’ a agressão à natureza. Desde 1990, publica um Boletim Ecológico e desde 1995 passou a publicar outros Boletins Ecológicos, um para o Lyons Clube de Nanuque e outro sobre Santo Estevão/BA.

Em 1975, criou um Parque Ecológico, com área de 5,5 hectares, com cerca de 200 espécies e variedades de plantas e doou à Prefeitura Municipal de Nanuque, em 1979, para servir ao ensino de Educação Ambiental às crianças de Nanuque. Idealizou e construiu, em 1973, o Museu Regional de Nanuque, com a colaboração da Prefeitura Municipal.

Em 1990, criou a Fundação Ecológica “A Mão Que Semeia” e construiu, com recursos próprios, um Museu de Ecologia, com área de 108 m2, reunindo milhares de publicações sobre ecologia e meio ambiente. Ainda em 1990, foi agraciado com o Prêmio Global 500 da ONU para o Meio Ambiente, no México. Esse Título é o mesmo que foi entregue a Chico Mendes. Ainda em 1990, construiu um trailer para a divulgação de mensagens ecológicas e distribuição de folhetos educativos, informativos e de divulgação do trabalho ecológico.

Desde 1990, percorreu o Brasil, América Latina, Europa Ocidental e Nórdica, China, Egito e Israel. (Paraguai, Bolívia, Equador, Uruguai, Argentina, Chile, Peru, México). Visitou a China, em 1997, a convite do Departamento de Ciências e Tecnologia do Governo. Foram cerca de 180.000 KM de avião e 130.000 KM de carro, ônibus, barco e trem, divulgando o trabalho e a preservação ambiental...

... Tinha a pretensão de ir ainda a Hiroshima e Índia, mas não foi, porque não podia mais ficar horas parado, sentado, em decorrência da doença que o acometeu.

Em 1996, apresentou trabalhos e proferiu palestras na Universidade de Tampere, XX Congresso Florestal de Tampere, na Universidade de Turko e Unicef em Helsnk- Finlândia e na Universidade Latino Americana, em Berlim. Neste mesmo ano, construiu uma barragem em sua propriedade, na Vila Gabriel Passos, em regime de mutirão, para a criação de peixes, com 24.000 m2, e produzindo centenas de quilos de peixe/ano, a fim de que as crianças pesquem. Fornecia anzol e linha e incentivava a construção de outras pequenas barragens na região.

Em 1997, construiu o Museu Homo Sapiens, contendo um resumo da cultura humana, com peças em concreto, e o Mosteiro Franciscano Ecológico para a educação ambiental, em regime de mutirão, com doações de amigos.

Em 2000, construiu uma pirâmide em concreto, com 36m2, como local de meditação. Entre 2001 a 2004, construiu em granito réplicas do Mausoléu, da Kaaba em Homenagem ao Maometanismo e do Muro das Lamentações em homenagem ao Judaísmo, e a Capela da Paz.

Ministrou centenas de palestras em Escolas do município em Universidades do País, além de entrevistas à imprensa, tendo participado de programas como: Globo Rural, Globo Ecologia, Gente que Faz e outros na TV local e outros a nível nacional, além de reportagens nas Revistas Veja e Manchete.

Desde 1965, não deixava queimar e nem roçar sua propriedade rural, propiciando o surgimento das essências da Mata Atlântica. A cada dez anos tem mandado enterrar milhares de sementes na sua propriedade rural, de amêndoas, goiaba, Jamelão, Oiti, sabonete, etc. (Após uma agradável entrevista na residência do Dr. Ivan, em Nanuque, em 2010, a jornalista Cristina Moutinho escreveu o perfil do médico Ivan Claret Marques Fonseca – o popular ‘China’).

 

Dr. Ivan Clares, a esposa Dra. Leonídia e os filhos Rommel e Any

 

 

Última modificação em Terça, 12 Fevereiro 2013 20:52
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